quarta-feira, 14 de março de 2012

Remédio para ansiedade pode ser usado contra alcoolismo

Para pesquisadores de Cambridge, propanolol apagaria memória afetiva relacionada à bebida

RIO — O propanolol, prescrito para tratar ansiedade, poderá, em breve, combater também o alcoolismo, segundo pesquisadores da Universidade de Cambridge. Eles acreditam que a droga, um betabloqueador, é capaz de obstruir determinadas lembranças armazenadas na memória afetiva que, sabe-se, são responsáveis por provocar recaídas entre os alcoólatras. A descoberta será apresentada no Festival de Ciências de Cambridge, esta semana. Se confirmada, ela promete revolucionar o tratamento do alcoolismo.
A descoberta começou a tomar forma quando uma pesquisa anterior mostrou que a droga poderia apagar da memória de ratos o desejo de ingerir álcool. O novo estudo será o primeiro a observar o que acontece quando se altera a memória dos alcoólatras em relação à bebida. Os cientistas acreditam que o propanolol pode ajudar a evitar que a lembrança de pessoas ou locais relacionados ao ato de beber na mente de um alcoólatra o levem ao próximo copo.
O propanolol atua nos receptores beta-adrenérgicos no cérebro, que ajudam a estabelecer a memória afetiva. Os cientistas acreditam que ele seja capaz de bloquear a emoção associada a determinadas lembranças. O trabalho para confirmar ou descartar esta hipótese será financiado pelo Conselho de Pesquisa Médica, entidade governamental britânica.
Os envolvidos no trabalho são pesquisadores do Instituto de Comportamento e Neurociência de Cambridge, que pretendem recrutar um grande número de dependentes de álcool para um ensaio clínico com propanolol ainda este ano.
— Tradicionalmente, a memória é vista como algo semelhante a um livro, que pode ser guardado mas jamais modificado uma vez impresso. Nós agora achamos que a memória é mais como um arquivo de texto, que você salvar e depois alterar ou até deletar — disse a médica Amy Milton, a líder do grupo, à versão on-line do jornal “The Daily Mail”

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Bebida açucarada aumenta risco de doença cardíaca em homens

Estudo acompanhou mais de 40 mil voluntários durante 22 anos


Bebidas adoçadas com açúcar elevam risco de doenças cardíacas em homens, mostra estudo
Foto: Agência O Globo
Bebidas adoçadas com açúcar elevam risco de doenças cardíacas em homens, mostra estudo Agência O Globo
RIO - Homens que consumiram cerca de 355ml de bebidas adoçadas com açúcar por dia apresentaram um risco 20% maior de doença cardíaca, comparados com outros que preteriram este tipo de bebida, de acordo com uma pesquisa publicada na "Circulation", uma revista da Associação Americana do Coração.
- Este estudo se soma à crescente evidência de que bebidas açucaradas são prejudiciais para a saúde cardiovascular - disse Frank B. Hu, coordenador do estudo e professor de nutrição e epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard em Boston, Massachusetts. - Certamente, a pesquisa oferece uma forte justificativa para reduzir o consumo de bebidas com açúcar entre pacientes e, mais importante, entre a população em geral.
Doenças cardíacas são as principais causas de morte nos Estados Unidos. Fatores de risco incluem obesidade, tabagismo, sedentarismo, diabetes e uma dieta ruim. Os pesquisadores, que analisaram 42.883 homens, descobriram que o maior risco continuou mesmo depois do controle para fatores de risco, incluindo tabagismo, sedentarismo, uso de álcool e histórico familiar de doença cardíaca. Consumo menos frequente - duas vezes por semana e duas vezes ao mês - não aumentou o risco.
Os cientistas também mediram diferentes lipídios e proteínas no sangue, que são indicadores, ou biomarcadores, para doença cardíaca. Isso inclui o marcador de inflamação proteína C-reativa (CRP), lipídios prejudiciais chamados de triglicerídeos e gorduras boas chamadas de lipoproteínas de alta densidade (HDL).
Comparados a quem não consumia este tipo de bebida, seus consumidores diários apresentaram taxas mais altas de triglicerídeos e PCR, e os níveis mais baixos de HDL.
Bebidas artificialmente adoçadas não mostraram relação com o maior risco ou biomarcadores para doenças cardíacas neste estudo.
A pesquisa começou em janeiro de 1986 e, a cada dois anos, até dezembro de 2008, os participantes do estudo responderam a questionários sobre dieta e outros hábitos de saúde. Eles também forneceram uma amostra de sangue. O acompanhamento durou 22 anos. Os participantes eram principalmente homens caucasianos com idade entre 40 e 75 anos de idade.

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Fiocruz testará remédio para combate à Aids em crianças

Nova droga combina três princípios ativos num único comprimido que pode ser dissolvido em água e tem sabor agradável

BRASÍLIA – O Instituto Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou que vai iniciar no segundo semestre deste ano testes em humanos de um novo medicamento para o tratamento de Aids em crianças, informou a Agência Brasil.
Em um único comprimido, os pesquisadores conseguiram combinar três princípios ativos usados no tratamento da doença (lamivudina, zidovudina e nevirapina), e em doses adequadas para crianças. Bastará aos pequenos de até 13 anos tomar um por dia. Outras vantagens é que o antirretroviral tem sabor agradável e pode ser dissolvido em água, o que facilita a ingestão.
Os testes serão feitos em seis diferentes centros clínicos, em Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro, para avaliar o efeito do remédio no organismo. A previsão é de que o medicamento esteja disponível no mercado dentro de três anos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de 16 tipos de antirretrovirais para crianças. No entanto, a maioria das dosagens é para adultos.
De 1980 a 2010, cerca de 14 mil casos de Aids em menores de 13 anos foram registrados no Brasil. Aproximadamente quatro mil recebem tratamento. Nesta faixa etária, a transmissão vertical da doença é a mais frequente, de mãe para filho durante a gravidez, no parto ou na fase de aleitamento.

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Imaginar que está sendo observado por uma mulher compromete performance mental do homem

Capacidade cognitiva é afetada mesmo que não haja qualquer contato com o sexo oposto, revela estudo holandês


‘CYRANO’, versão para o cinema do clássico literário em que um homem não sabe como agir diante da mulher amada: a ciência começa a estudar o fenômeno
Foto: Divulgação
‘CYRANO’, versão para o cinema do clássico literário em que um homem não sabe como agir diante da mulher amada: a ciência começa a estudar o fenômeno Divulgação
NIMEJEN, Holanda — Que muitos homens agem como bobos diante de mulheres bonitas, muita gente já sabe. Tanto é que o cinema e a TV cansam de explorar roteiros baseados neste fenômeno. Mas um novo estudo, cujo resultado foi publicado na revista “Scientific American”, sugere que o simples fato de antever o encontro com uma mulher já é capaz de comprometer a performance masculina.
Os pesquisadores vêm explorando o prejuízo cognitivo que o homem tem antes e depois de interagir com uma mulher. Um estudo de 2009 demonstrou que, após uma rápida interação com uma mulher atraente, os homens experimentavam um declínio na performance mental. Novos estudos sugerem que a situação é ainda mais crítica: este prejuízo na performance mental parece ocorrer inclusive se o homem simplesmente antecipa a possibilidade de interagir com uma mulher sobre a qual ele pouco ou nada sabe.
A pesquisadora Sanne Nauts e sua equipe na Universidade Radboud, em Nijmegen, na Holanda, fizeram dois experimentos com a participação de estudantes da instituição de ambos os sexos. No primeiro, mediram sua performance cognitiva pedindo-lhes que completassem um Teste de Stroop. Desenvolvido em 1935 pelo psicólogo John Ridley Stroop, o método é uma forma conhecida de avaliar nossa capacidade de processar informações que competem entre si. Numa das tarefas do teste, as pessoas devem dizer, o mais rápido possível, que cores estão vendo, sendo que os nomes das cores estão impressos em matizes diferentes: por exemplo, a palavra azul pode estar impressa com tinta verde. A questão exige muito da capacidade cognitiva, porque nossos cérebros têm dificuldade em processar o significado da palavra sem relacioná-lo imediatamente à cor da tinta em que ela está impressa. Quando as pessoas estão mentalmente cansadas, tendem a completar esta tarefa num prazo mais longo.
Neste primeiro estudo, depois de completarem o Teste de Stroop, os participantes receberam uma tarefa supostamente dissociada daquela que tinham acabado de fazer. Os pesquisadores pediram-lhes que lessem em voz alta uma série de palavras holandesas diante de uma webcam e disseram-lhes que alguém os estaria observando por meio da câmera, atribuindo um nome qualquer, masculino ou feminino, ao observador. Os participantes não sabiam mais nada a respeito do suposto observador, a não ser o seu nome. Depois de concluir a leitura, os estudantes receberam um segundo Teste de Stroop. A performance das mulheres no novo exame foi igual à do primeiro. Mas, entre os homens que julgaram ter sido observados por uma mulher durante a leitura, o desempenho foi pior nesta segunda parte do Stroop. Seu prejuízo mental ocorreu, portanto, mesmo sem que eles tivessem qualquer interação com a suposta observadora.
O segundo estudo também começou com os participantes completando um Teste de Stroop. Depois, cada um foi levado a acreditar que precisaria, mais uma vez, fazer uma leitura em voz alta, semelhante à do primeiro estudo. Metade achava que seria observada por um homem e a outra metade, por uma mulher. Os estudantes, na verdade, sequer chegaram a fazer a leitura. Mas, depois que lhes disseram que precisariam fazê-la, foram convidados a completar outro Teste de Stroop.
Mais uma vez, a performance das moças não teve diferença, independentemente de elas acharem que seriam observadas por uma mulher ou por um homem na tarefa que não ocorreu. Já entre os rapazes, aqueles que acharam que seriam observados por uma mulher tiveram um desempenho significativamente pior no segundo Teste de Stroop.
A pesquisa de Sanne Naut sugere que, nos dias de hoje, em que é comum as pessoas interagirem sem contato físico ou visual — ao telefone ou on-line, por exemplo — os homens podem ter sua capacidade cognitiva prejudicada quando confrontados com o sexo oposto. Embora os estudos realizados por sua equipe não tenham uma explicação para o fenômeno, a pesquisadora acredita que a explicação esteja no fato de o homem considerar toda mulher como uma potencial parceira amorosa. Como todos os jovens participantes das duas pesquisas eram jovens e heterossexuais, provavelmente eles cogitaram esta hipótese tão logo souberam que seriam observados por alguém do sexo oposto.

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Mãe que passa por parto normal após cesariana tem risco maior de complicações

Brasil tem mais cesarianas do que partos normais
AFP
mulher gravida

As mulheres que tiveram seu primeiro filho por cesariana têm um maior risco de complicações caso deem à luz seu segundo filho por parto normal, segundo estudo australiano publicado nesta terça-feira (13) nos Estados Unidos.
O estudo foi realizado com mais de 2.300 mulheres em 14 hospitais australianos que se dispunham a dar à luz seu segundo filho, e que foram consideradas medicamente aptas para escolher entre esses dois procedimentos de parto.
Metade delas decidiu ter o filho por via natural depois de ter o primeiro por cesariana, enquanto a outra metade escolheu novamente o processo cirúrgico.
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Segundo os autores do estudo, as mulheres que decidiram pela segunda cesariana tinham um risco muito menor de morrer ou sofrer complicações graves (0,9%) que as que escolheram o parto normal (2,4%).
O estudo foi publicado na revista científica americana PloS ONE (Public Library of Science).
Caroline Crowther do centro australiano de pesquisa sobre a saúde de mulheres e recém-nascidos da Universidade de Adelaide  e principal autora da pesquisa, comentou a conclusão.
- Até agora, faltavam dados completos e precisos para realizar uma comparação das vantagens e riscos dos modos de dar à luz após uma cesariana para o primeiro filho. Os resultados do estudo ajudarão as mulheres e os médicos a elaborar tratamentos e a tomar decisões em relação ao parto das que deram à luz seu primeiro filho por cesariana.
O emprego da cesariana aumenta no mundo e representa cerca de um terço de todos os nascimentos na Austrália.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o País registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o país alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em 2010, a taxa subiu para 52%.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que essa taxa fique em torno de 15%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%.
(Com informações da Agência Estado)
Ministério da Saúde

Auditoria começa pelo setor de regulação

 
Já em Feira de Santana, a auditoria do Ministério da Saúde entrou em atividade ontem pela manhã. Os trabalhos dos auditores começaram pela Central de Regulação. Pelo visto, deverão passar um bom tempo em Feira de Santana. Vereador ou cabo eleitoral por esses dias é bom evitar pedidos ou mudança dos seus afilhados na Secretaria Municipal de Saúde.

segunda-feira, 12 de março de 2012


Circuncisão pode proteger contra câncer de próstata, diz pesquisa

Homens circuncidados tiveram 15% menos chance de desenvolver doença.
Prática diminuiria infecções, que criam ambiente para células cancerígenas.


A circuncisão antes da primeira relação sexual masculina pode ajudar a proteger contra o câncer de próstata, segundo estudo publicado na revista científica da Sociedade Americana de Câncer.
A relação foi encontrada através da observação de 3.400 homens, dos quais cerca de metade tinha a doença.
De acordo com a pesquisa, os homens circuncidados antes da primeira relação sexual tiveram 15% menos chance de desenvolver câncer de próstata do que os não circuncidados. Para o autor do estudo, Jonathan Wright, do Centro Hutchinson, ainda serão necessárias pesquisas que comprovem a relação.
A circuncisão dificultaria o desenvolvimento de processos infecciosos e inflamatórios, que poderiam levar ao câncer. Um dos vetores dessas infecções são doenças sexualmente transmissíveis que, de acordo com pesquisas científicas anteriores, podem ser prevenidas com a circuncisão.
Inflamações crônicas provocadas por DSTs criariam ambiente propício para o desenvolvimento de células cancerígenas. Assim, ao eliminar o espaço sob o prepúcio que pode contribuir para a proliferação de patógenos, a circuncisão preveniria estas infecções e consequentemente o câncer de próstata.